A Mega Mágoa Acumulada
O amor é o mesmo
Só que eu não sou
O amor em mim endureceu
Traído abandonado doente
(a doença divina inventada)
Mentindo descaradamente
Tão carente da Verdade
Curtindo a dor me isolei
Ao léu bem longe
Na estante a rima azul celeste
Resisti aos trancos
Despenquei barrancos
No fundo me reergui
Ferido de tanto tombo
De tanta mágoa
A mega mágoa acumulada
Desaprendi a caminhar
Inteiro intenso verdadeiro
Um bolor apertando peito
Mofando o grande coração
Às tragadas do pulmão-fumaça
Sou gado marcado à ferro quente
Na face a cicatriz do ser errante
Sangue suor e lágrimas
Mistura maldita de ser homem
De ser um mano boa praça
Tomei facada e mais facada
Nas costas foi até demais
Uma depois da outra
E quando me voltei
Frouxo apavorado
Apanhado pelos cabelos
Ainda tomei soco na cara
Depois o principal corte
Do peito à barriga
Espalhando os órgãos
(Ex) Vai indo a vida
Pobre santa máquina esburacada
Não te cuidei corpo querido
Te entreguei em mãos erradas
Tô um tanto maior que antes
Cada vez mais e mais distante
Do que me prende à esta terraCarnívora cruel
Que trata gente feito bicho
E bicho que nem lixo
No diagnóstico condenável
Condenei-me a matar matéria
a pesar peso de papel)
Em sonho fui perdoado
O resgate veio divino
Passeei pelo paraíso
Lá Ele me encontrou
Me chamou sorrindo largo
De braços abertos
Abracei abençoado Ser
O mestre veio me ver
(((texto sujeito à transformações)))
Alex Fenix
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Um comentário:
só as árvores q produzem frutos é q são apedrejadas...
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